Da magreza de Londres, Milão...
Muito se tem falado ultimamente sobre a ditadura da magreza nas passarelas da Europa. Madri baniu as modelos que tinham IMC menor que 18, supostamente o índice de boa saúde de uma pessoa. Em Milão as autoridades quiseram implantar a mesma coisa, mas não conseguiram: o máximo que tem lá é que cada modelo tem que apresentar um atestado de saúde. Em Londres, ao contrário das tendências, as modelos foram as mais magras possíveis e imagináveis.
Eu não sou magra. Pelo contrário. Sempre briguei com a balança e hoje estou bem. Digo, até tento ter uma alimentação balanceada - grãos, integrais e afins - mas meu forte pelo hambúrguer nosso de cada dia existe. Tento simplesmente não abusar. E como nunca tive pretensão de ser modelo, não corro o risco de ter IMC 15, por exemplo.
Mas modelo magrela é muito feio, convenhamos. Gosto de ter coxa, peito, carne pra pegar. Não gosto do que vem junto, às vezes, mas isso a gente dá um jeito (lilites, por exemplo). Às vezes vemos modelos que só tem pele e osso, literalmente. Não é saboneteira, é uma loja de artigos de banho todinha na base do pescoço!
E sabe o que é pior, quando vejo fotos como a que ilustra este post? Eu não presto atenção somente na roupa, que é o que eu deveria fazer, para olhar a modelo e ter a nítida impressão que ela acabou de sair de um campo de concentração nazista, na época da Segunda Guerra. Tantas fotos que vimos depois do fim do conflito, com todos aqueles judeus famintos e coitados. O tamanho dos braços e pernas é similar, mas a situação é absurdamente contrária.
E não me digam, estas magrelas com cara de doentes, que comem de tudo. Existem magras e magras. Tem modelo magra que é bonita: olhem os catálogos da Victoria Secret, por exemplo. Tem coisa mais feia do que modelo que sobra biquíni?.....
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