28 Maio 2007

Sobre a invasão da Reitoria da USP - versão atualizada

Está em todos os jornais e semanais: a invasão da Reitoria da USP já dura mais de 20 dias. Não há imprensa que eu tenha visto que defenda esta ação. A Veja até chama o grupo de baderneiros, mas como muita gente torce o nariz para a revista, basta ver a Istoé ou a Época para notar que não há muito apoio para o movimento.
Estou acompanhando de perto tudo isso. Não sou uspiana, não me formei na ECA, mas um dia (duas vezes) prestei a Fuvest. Minha irmã é médica formada pela USP, o que conheço da instituição vivenciei em 3 anos de FMUSP. Acredito que em todos os cursos deve ter aquele núcleo que quer "salvar a universidade e mudar o mundo". Mas enquanto muita gente está ocupada estudando e tentando se formar, outros estão fazendo rodinhas de música na porta da reitoria.

Sejamos justos: a Universidade de São Paulo não é perfeita. Faltam quartos e acomodações para tantos que precisam, falta verba para pesquisa - o que colocaria a universidade em posição privilegiada entre os pesquisadores. Mesmo assim, a cada ano, mais e mais gente quer estudar na USP, seja na graduação ou na pós-graduação. Na graduação, o curso é gratuito. Na pós, dependendo da faculdade, é uma fortuna. A reivindicação dos alunos por mais moradia é correta, mas invadir propriedade do estado, depredar e usar a bel prazer não me parece a melhor forma de ter razão.

Eu não acredito em mudar o mundo como acreditam os que estão acampados na reitoria. Não acredito em Che Guevara no poster da parede e não acredito em Esquerda brasileira. Acho que o movimento estudantil parou nos caras pintadas. Não acredito na UNE, que já teve sua importância histórica e hoje está reduzida a carteirinhas, que aliás, qualquer um pode falsificar. Tudo isso é utopia, mas há quem ainda acredite. Para mim, quem acredita nisso não está no dia-a-dia da cidade grande tentando trabalhar, ganhar a vida, ter uma carreira e uma família. São idealistas. São muitos os idealistas que moram na USP - alguns há mais tempo do que o curso permitiria....

O que, aliás, me leva a uma das reivindicações que li no jornal: os estudantes querem ter mais tempo para concluir o curso. (Me corrijam se estiver errada). Um curso regular demora 4 anos; um aluno tem até 7 anos para concluir. Eu me formei em 5 anos. Ainda tenho 2 de sobra, de acordo com as regras da USP. E não é suficiente????????

A grande briga, na verdade, diz respeito às finanças das universidades públicas paulistas - USP, Unicamp e Unesp - e a tal "autonomia". Os alunos querem manter a autonomia da reitoria de fazer o que bem entender com o dinheiro público; o governo estadual quer saber como este dinheiro está sendo usado, principalmente as grandes quantias. Nada mais justo. Numa comparação simples, qualquer cidadão quer saber o que foi feito com o dinheiro pago nos impostos, não?

Se o dinheiro público estiver sendo mal empregado, todos saberemos. Se estiver sendo bem utilizado, mas insuficiente, a "fiscalização" será mais uma prova de que é necessário investir na educação superior pública.

Na USP, eu sei, há divisão de classes. Há os cursos de primeira grandeza, como a Tríplice Coroa (Direito, Medicina e Engenharia). Há o "shopping da FEA", uma faculdade com estrutura física que se destaca entre tantas do campus. E estes alunos sabem o quanto custa entrar na USP, pois uma faculdade particular não é viável para muitos.
Há alunos e alunos, mesmo nos cursos acima. Na FMUSP conheci gente que vinha de carro importado para a faculdade, como conheci aqueles que moravam na residência estudantil e dependiam de mesada para o material didático. Acho que em todos os cursos há alunos de todo tipo. E não vejo ninguém das faculdades acima entre aqueles cantarolando e dedilhando violão na porta da reitoria.

Aos alunos grevistas: É preciso dar valor ao que se tem. É preciso reconhecer que você está estudando em uma universidade pública, sem gasto algum com mensalidade, e que muita gente por aí queria ter a chance que você tem. Conheci estudantes em cursinho pré-vestibular gratuito que daria tudo para ter a sua vaga na Física, enquanto você está empilhando cadeiras e atrapalhando as aulas que ainda insistem em acontecer. Se há uma ordem de reintegração de posse, que se cumpra. Não digo que a Polícia tenha que usar de força, mas sim, que se faça presente, pois defender uma legislação de 1964 é estar, no mínimo, fora de contexto. Saia da faculdade e pague sua mensalidade. Só aí você vai dar valor à sua formação.

Atualização: uma amiga me corrige dizendo que a Universidade pública não é gratuita, e sim, sustentada pelos nossos impostos. O que quero dizer é que não há mensalidade. Além disso, a lista de reivindicações é muito mais extensa do que consta neste post. Não entro no mérito dos professores, que certamente têm as suas, e questiono apenas parte do que os alunos listaram.

16 Maio 2007

Do gênero "Coisas que os Estados Unidos fazem por você"

Bebê de dez meses consegue licença de arma nos EUA

No estado do Illinois (Chicago é a maior cidade, e a melhor referência), um pai conseguiu uma licença de uma espingarda para seu filho de 10 meses. Diz que o menino não vai sair sozinho para caçar enquanto não tiver 14 anos, e que a arma vai ficar na casa do avô.

Como a legislação no país varia de estado para estado, alguns absurdos acabam passando. E aí, casos como Colombine e Virginia Tech podem se repetir. Não basta ser um adolescente doido, tem que ter acesso a uma arma de fogo. E não basta conseguir a licença, tem que ter uma Associação por trás pra defender os direitos de quem quer ter arma em casa. Mesmo que isso signifique ter uma ou várias crianças sob o mesmo teto.

Tsc tsc tsc tsc....

10 Maio 2007

Deus e o Diabo na terra do Sol


Só falta saber quem é quem.
(obs: Este folheto está sendo distribuído hoje, no Pacaembu, antes da missa que o Papa vai rezar às 18 horas).


Se a moda pega... entra no Pan!

Eu trabalho com telecom. Eu falo de telefones e tecnologia o dia inteiro. E aí recebo vários boletins de notícias no meu e-mail. Leio tudo, por sinal.E nesse interim recebo notícias do além mar... muito além mesmo...
A Finlândia promoveu um campeonato de arremesso de celular no mês passado. Deve ser gente que realmente não gosta do seu aparelho, ou não gosta de ter celular. Ou não precisa, vai saber.
Os campeões são finlandeses, e jogam um aparelho da Nokia (também finlandesa) entre 40 e 80 metros. O campeonato é organizado, tem categorias e tudo mais. Mas eu fico com dó de lançar o meu celular a 30 metros de distância, por exemplo. Eu gosto do meu, já tive outros que odiei, e mesmo assim não quis nem jogar pela janela, quanto mais num campeonato como esse. E ninguém fala de prêmio... deve ser um celular novo..

Ladrões de calcinha

Ladrões de calcinha na Colômbia estão aterrorizando as moradoras da cidade de Pereira. O cara chega junto da moça, geralmente no ponto de ônibus indo trabalhar, e não pede só a carteira ou o celular. Se a moça está de saia, fica fácil pedir a calcinha também, de troféu.
É o fim da picada. Já pensou se a moda pega?
Ainda bem que sutiã é mais difícil de tirar...
A polícia local orientou as mulheres a sair somente de calça comprida, o que dificultaria a ação dos tarados. Quero saber se alguém vai sair sem calcinha de vez.... hehehehehe....

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